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Tiroteio na escola em Suzano deixa crianças feridas. Quais medidas de segurança uma escola poderia ter para evitar este tipo de tragédia?

O Brasil ficou em estado de choque com o tiroteio na escola em Suzano que aconteceu em 13 de março de 2019. Dois rapazes invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, local onde estudaram, e mataram oito pessoas entre alunos e funcionários, além de terem deixado mais 11 feridos. O atentado chamou a atenção das autoridades e de especialistas de diversas áreas que iniciaram um debate sobre o que poderia ter sido feito para evitar tragédias deste tipo – por conta do ocorrido, mudanças em alguns procedimentos acontecerão na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Enquanto muito do debate gira em torno das questões de saúde mental de crianças e adolescentes, outra parte conversa sobre os procedimentos de segurança que poderiam ter sido adotados para prevenir que duas pessoas fortemente armadas tenham acesso ao interior de uma escola e coloquem em risco à vida de todos os presentes no local.

O que a Polícia poderia fazer?

Infelizmente, a Polícia tem pouca responsabilidade com o tiroteio na escola em Suzano, uma vez que, segundo especialistas, ela age de maneira padronizada através de rondas escolares que circulam pelas escolas nos horários de entrada e saída de alunos, momentos de maior movimento.

De acordo com eles, esse tipo de crime é difícil de ser prevenido, pois os assassinos não agem usando a lógica do crime comum. Somente ações de inteligência mais complexas conseguem mapear e alertar as autoridades para potenciais criminosos que possuem motivações psicológicas para cometerem atentados.

O que a escola pode fazer?

Em escolas públicas de grande porte nos Estados Unidos, é comum que se tenha detector de metais nas entradas, o que impede que criminosos consigam passar pela segurança com armas de fogo sem que sejam detectados. O problema está no alto investimento devido ao número de escolas municipais que existem em uma cidade grande como São Paulo.

Outra ideia está na implantação de catracas e câmeras de vigilância. Ainda que elas não impeçam que pessoas invadam a escola e acessem o interior do ambiente, ela dificulta a entrada e alerta a segurança de que alguém está claramente burlando os procedimentos impostos para controle de acesso – sem nada, qualquer um pode entrar como se fosse aluno, funcionário ou prestador de serviço. No caso das câmeras, elas ajudam a identificar os responsáveis pelo crime.

Tanto para a instalação de detectores de metal quanto para as catracas, é necessário que se tenham profissionais especializados em segurança. Esse tiroteio na escola em Suzano poderia ter sido evitado caso houvesse segurança particular para deter os dois criminosos. Porém, não confunda controlador de acesso com segurança particular.

Enquanto o primeiro não tem autorização, preparo, mecanismos e ferramentas para intervir em casos como o que aconteceu, o segundo passa por um treinamento junto à Polícia Federal para qualificar os profissionais, ensinando-os como agir em situações extremas. Mais uma vez, os altos custos que cada segurança especializado em defesa pessoas tem torna o serviço muito caro para que o Estado custeie.

Muito se discutiu sobre a possibilidade de professores e funcionários estarem armados para evitar que a tragédia acontecesse. Algumas escolas nos Estados Unidos adotaram essa medida, mas especialistas dizem que ela é pouco efetiva, pois não há preparo adequado de quem portaria a arma, além do risco que isso representa em um ambiente repleto de crianças que podem ter acesso ao instrumento caso alguém se descuide.

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