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Impactos da COVID-19 nas finanças condominiais: como driblar?

Como não poderia ser diferente, já é possível observar os impactos da COVID-19 nas finanças condominiais. Com efeito, o surto dessa pandemia tornou necessária uma revisão das regras para o uso dos espaços, dos custos para a manutenção dos condomínios e de outras necessidades básicas.

Além disso, síndicos, moradores e gestores agora se veem às voltas com o problema da inadimplência. Aliás, essa já é uma realidade em praticamente todos os setores da nossa economia. Por isso, é de vital importância manter uma atitude vigilante com relação às despesas e receitas com as quais esses gestores precisam lidar.

Ademais, será necessário acompanhar, detidamente, toda e qualquer mudança engendrada pelo governo no que diz respeito aos impactos da pandemia na saúde financeira dos condomínios.

As medidas propostas pelo governo contra os impactos da COVID-19 nas finanças condominiais

A MP nº 927/2020 e a MP nº 936/2020 são algumas das medidas adotadas pelo governo para tentar atacar convenientemente esse tipo de transtorno causado pela pandemia.

Em princípio, elas ajudam a disciplinar a relação com os funcionários, o aumento no valor do condomínio, como lidar com a inadimplência dos condôminos, entre outros eventos.

E, de modo geral, elas irão tratar de questões como:

Inadimplência

Analisar quais unidades tornaram-se inadimplentes exclusivamente em função da pandemia. E, em razão disso, deverão ser tomadas medidas como, por exemplo, reuniões para discutir um possível acordo extrajudicial para os atrasos das quotas. Isso, claro, além de uma redução do valor das mesmas, ou até mesmo descontos quando houver possibilidade.

Prestadores de serviços

Nesse caso, estamos falando de profissionais que ajudam a manter a limpeza, os elevadores, a administração, parte elétrica e hidráulica, etc. E as sugestões podem ser no sentido de negociar os valores dos serviços, adiar os seus vencimentos e efetuar reajustes.

Água e energia

Especificamente com relação a essas necessidades básicas, os impactos da COVID-19 nas finanças condominiais podem ser dramáticas. Portanto, os síndicos e gestores deverão realizar campanhas para o uso racional da água e da energia. Além disso, deverão realizar registros diários desse consumo (já que as pessoas passarão mais tempo em casa) e compará-los aos meses anteriores à pandemia.

Com relação aos funcionários

Aqui, o objetivo das medidas vai no sentido de tentar negociar uma diminuição da jornada de trabalho e, principalmente, a melhor forma de evitar a demissão – o que só deverá acontecer em último caso. Para isso, recomenda-se avaliar a possibilidade de eliminar as horas extras, usar a metade do 13º salário como um fundo de emergência (em concordância com os funcionários), entre outras medidas.

Outras medidas

E, além destas, as MPs também preveem uma possível suspensão temporária do contrato de trabalho dos funcionários de um condomínio por até 2 meses, porém com todos os seus benefícios assegurados, como transporte, vale-refeição, benefícios emergenciais (para a preservação do emprego), entre outros direitos.

Dessa forma, busca-se minimizar esses terríveis impactos da COVID-19 nas finanças condominiais. Além disso, garante-se a manutenção dos empregos dos funcionários, o bem-estar dos condôminos e a sobrevivência financeira de todo o condomínio.

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