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Compostagem em condomínios: como fazer? Qual a área necessária?

O Brasil gera uma grande quantidade de resíduos sólidos urbanos por ano, quase 400 quilos a cada habitante. Muito desse lixo é produzido nos condomínios e vai parar em aterros sanitários ou lixões (quando não nas ruas). Na era da sustentabilidade e da consciência ambiental, uma saída para diminuir este problema e cuidar da natureza é a realização de compostagem em condomínios, tendência que vem crescendo bastante nos últimos anos.

Estima-se que do lixo que é produzido no país, pouco mais de 32% seja de material reciclável, que podem ser reaproveitados de outras formas. Já 52% é fruto de matéria orgânica e, com o tratamento correto, seu destino pode ser outro e bem mais ecológico.

É aí que entra a compostagem em condomínios.

Mais do que um diferencial, um favor ao meio ambiente

Para que ela seja realizada de forma eficiente, é preciso que se tenha uma mudança de hábito por parte dos moradores e funcionários.

Todos precisam ter a consciência de que é necessário diminuir a produção de resíduos. Ou seja, evitar o uso de sacolas plásticas, comprar produtos com embalagens biodegradáveis ou que possam ser recicladas.

Antes de se iniciar a compostagem em condomínios, é necessário também que haja coleta seletiva em todos os apartamentos.

O condomínio pode começar a mudar esse hábito ao oferecer lixeiras para cada tipo de material (reciclável e orgânico) e incentivar que os moradores realizem esse tipo de separação através de informativos e palestras.

Implementada essa cultura, é hora de iniciar a compostagem.

Compostagem em condomínios

O que não falta no mercado são opções das mais diversas possíveis: grandes, pequenas, individuais, coletivas, manuais e automáticas. Ou seja, é impossível não encontrar uma que supra as necessidades de seu condomínio.

Na verdade, a compostagem pode ser feita de duas maneiras.

Compostagem individual

Na individual, cada apartamento receberia a instalação de uma composteira individual e cada morador seria responsável por alimentar o seu sistema e o subproduto (biofertilizante e adubo).

Ela pode ser instalada diretamente em plantas e não precisa de um espaço físico grande para ser utilizada.

Compostagem coletiva

Outra forma é a compostagem coletiva. Nesta modalidade, o condomínio inteiro fica responsável pela composteira, que necessita de um planejamento melhor para ser instalada.

Necessariamente, ela precisa estar em um ambiente coberto na área comum. O seu custo é bem baixo e é possível até construir a sua própria composteira coletiva usando poucos recursos.

De olho nos detalhes

O tamanho da estrutura depende do tamanho do condomínio e, principalmente, da quantidade de resíduos sólidos orgânicos que são produzidos nesta comunidade.

Os moradores ficam responsáveis pela coleta seletiva em seus apartamentos e um funcionário do edifício ou o síndico ficam encarregados de abastecer e realizar a manutenção da composteira.

Apesar de ser importante envolver os moradores na realização de tarefas pelo bem do espaço coletivo, aqui não é bom incentivar que os condôminos abasteçam a composteira com material orgânico. Isso porque a falta de controle pode acarretar na sobrecarga e, consequentemente, no surgimento de problemas.

A compostagem em condomínios ainda serve como base para a criação de hortas comunitárias. Isso porque é uma maneira prática de se utilizar o subproduto da compostagem.

Além de ser benéfico para o meio ambiente, essas pequenas hortas aumentam a participação dos condôminos nas questões da habitação, favorecem a interação entre eles e valorizam o imóvel.

Em alguns casos, o cultivo de frutas, legumes e verduras tem servido de renda extra para o caixa do condomínio.

Aposte nessa ideia!

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