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Apartamento de 10m² é novo conceito em São Paulo: será uma tendência em todas as capitais?

Morar em espaços reduzidos tem se tornado uma verdadeira tendência mundial, à medida que os tempos atuais exigem praticidade – o que, certamente, pode ser oferecido por um apartamento de 10m².

Em países como o Japão, por exemplo, há projetos inferiores à marca de 8m² que já estão amplamente consolidados naquele mercado. É por isso que esses apartamentos, também chamados de “estúdios”, estão no radar de construtoras e incorporadoras brasileiras.

Um novo conceito em São Paulo

O anúncio de que um novo edifício seria lançado no centro da cidade de São Paulo provocou espanto devido às dimensões de seus apartamentos: nada mais do que 10m²!

Essa notícia promoveu debates acerca da mais nova tendência de mercado, segundo a qual busca-se realizar a produção de imóveis de menor tamanho, bem como a capacidade dessas construções em atender às necessidades e demandas de seus moradores.

Esses produtos imobiliários certamente dialogam com as novas e dinâmicas composições familiares. Afinal, é cada vez mais frequente que as moradias sejam ocupadas por somente uma ou, no máximo, duas pessoas.

Sendo assim, um apartamento de 10m² não se destina às famílias numerosas, mas a pessoas divorciadas, jovens emancipados, casais sem filhos e, até mesmo, aos idosos que integram um contingente populacional que cresce em proporções geométricas.

Quais são as medidas necessárias para garantir a qualidade de um apartamento?

Essa pergunta representa uma discussão já bastante antiga: ela foi lançada por urbanistas e arquitetos modernistas nos primeiros anos do século XX, obtendo especial importância ao longo de período entre guerras.

No segundo CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna), um dos mais relevantes encontros promovidos pelo movimento modernista que aconteceu em Frankfurt, esse foi o tema mais discutido. Tanto que arquitetos de renome, como Le Corbusier, Walter Gropius e muitos outros, apresentaram as suas teses.

Sem embargo, não se tratava de debater, naquele momento, quais deveriam ser as metragens mínimas das habitações, mas identificar as necessidades mais básicas para garantir uma vida digna, o que extrapola o âmbito dos apartamentos e casas, envolvendo toda a organização urbana de uma determinada cidade.

A partir dessas discussões foi possível consolidar a compreensão acerca da necessidade de que o poder público garanta áreas de lazer, áreas verdes, creches e lavanderias coletivas.

Isso permitir liberar, sobretudo, as mulheres das desgastantes atividades domésticas. Havia, ainda, o entendimento que cumpre ao Estado proporcionar boas condições para a população, disponibilizando serviços e equipamentos gratuitos.

Levando em consideração o déficit de moradias nos grandes centros urbanos, essa discussão integra, também, a necessidade de assegurar residências acessíveis a todos.

Nesse contexto, os arquitetos modernistas passaram a defender a possibilidade de produzir moradias em série a custos baixos.

Não obstante, as próprias necessidades habitacionais específicas da cidade de São Paulo, por serem bastante complexas, fazem com que esses produtos imobiliários se distanciem das utopias modernistas.

Ainda que os edifícios contem com diversos equipamentos de uso comum, como área de visitas, lavanderias e cozinhas, esses itens devem implicar em altos custos de condomínio – para não mencionar o preço em si de cada apartamento de 10m².

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